6.7.09
Sonho
- Tira todo o resto do sangue, enfermeira. Aproveita e arranca esse coração de uma vez que no fígado não tem nada de mal.
5.7.09
Nulo
Todo dia que eu acordo, Pai, eu não vejo motivo pra sair da cama.
Eu não venço a preguiça por um único motivo: não tem motivo.
Eu olho pra baixo, eu viro de lado e te peço o mesmo de sempre. Mas também é sempre impossível.
É o meu maior egoísmo pedir que as coisas dessem certo pra mim, mas é egoísmo do mundo não me permitir.
Eu junto minhas mãos, Pai, peço fé, peço força, peço mudança. Mas nada chega, Pai. Nada chega.
Me preocupa estar fadada a ser sempre assim... triste, insana, condenada, fadada a uma vida medíocre e cheia de pequenas migalhas sem gosto algum.
Eu quero tanto, Pai. Eu peço tanto, Pai.
Quem é você, Pai? Por que faz isso comigo?
Você existe, Pai?
Eu não venço a preguiça por um único motivo: não tem motivo.
Eu olho pra baixo, eu viro de lado e te peço o mesmo de sempre. Mas também é sempre impossível.
É o meu maior egoísmo pedir que as coisas dessem certo pra mim, mas é egoísmo do mundo não me permitir.
Eu junto minhas mãos, Pai, peço fé, peço força, peço mudança. Mas nada chega, Pai. Nada chega.
Me preocupa estar fadada a ser sempre assim... triste, insana, condenada, fadada a uma vida medíocre e cheia de pequenas migalhas sem gosto algum.
Eu quero tanto, Pai. Eu peço tanto, Pai.
Quem é você, Pai? Por que faz isso comigo?
Você existe, Pai?
3.7.09
Merece uma postagem
Eu não sei porque, mas merece.
Eu cheguei 0h30 em casa, a Fer me deixou aqui. No carro ela e a Bianca falavam de coisas alheias a mim. Antes disso, silêncio reinava entre mim, Nate e elas. Não era um silêncio doído, muito menos proposital ou maléfico. Foi um silêncio do nada, um oco entre os pensamentos. O vácuo reinou me bombardeando de vários pensamentos envolvendo aquelas pessoas - e a Cláu, que tinha ido embora há algum tempo.
Sabe, fiquei lembrando de tempos ÓTIMOS com a Fernanda - pausa, senti uma pontadinha de vontade de chorar - da Nate e tudo, destaco, TUDO, que vivemos juntas e isoladamento unidas nesses poucos... 4 anos? Pensei na Bianca e em como queria ter algumas atitudes que ela tem.
Impossível não pensar em coisas e pessoas aleatórias. Essas doem. Fiquei viajando um tempão no tempo e nas minhas atitudes, no mínimo, RIDÍCULAS, e senti aquela velha dor e companheira no coração. É dor real mesmo, de quem errou feio... E sem querer.
É mais que óbvio - muito mais - que eu queria voltar no tempo e corrgir todos os meus erros, todos. Mas um em especial tem me tirado a vontade de viver. Acho que as pessoas, com razão, enxergam certo drama quando digo isso, mas é a pura realidade.
Da hora que acordo à hora que deito penso nisso. Fecho os olhos bem forte, resmungo, respiro profundamente, bato em minha testa, forço as madíbulas e estralo os dedos. Nada faz passar uma dezena de palavras que se revoltaram contra mim. Logo contra mim. Eu, que serei, se assim conseguir, uma profissional das palavras, uma encantadora de mentes, uma divulgadora de devaneios. Eu, que estava perto de algo, eu que sou doente, eu que merecia uma chance da sorte. Logo eu. Logo contra mim.
Mas tudo bem. O assunto era pra ter chego nas meninas e como amo estar perto delas, como as músicas que elas ouvem são terrivelmente ruins e engraçadas e como sinto falta de pessoas como a Fer de 2007 perto de mim, amando as tantas Lucianas que existem em mim acima de tudo, contra tudo e todos. Mas como toda palavra que pronuncio chega nesse assunto que não é pessoa mas é desecadeamento de uma cegueira amorosa, finalizo com um apelo: voltem a me amar todos os dias.
Eu REALMENTE estou ficando desconexa demais.
Devem ser as músicas sertanejas que a Fer ouve e eu me identifico com medo e pudor.
Acho que é sim.
Disse que merecia uma postagem.
Eu cheguei 0h30 em casa, a Fer me deixou aqui. No carro ela e a Bianca falavam de coisas alheias a mim. Antes disso, silêncio reinava entre mim, Nate e elas. Não era um silêncio doído, muito menos proposital ou maléfico. Foi um silêncio do nada, um oco entre os pensamentos. O vácuo reinou me bombardeando de vários pensamentos envolvendo aquelas pessoas - e a Cláu, que tinha ido embora há algum tempo.
Sabe, fiquei lembrando de tempos ÓTIMOS com a Fernanda - pausa, senti uma pontadinha de vontade de chorar - da Nate e tudo, destaco, TUDO, que vivemos juntas e isoladamento unidas nesses poucos... 4 anos? Pensei na Bianca e em como queria ter algumas atitudes que ela tem.
Impossível não pensar em coisas e pessoas aleatórias. Essas doem. Fiquei viajando um tempão no tempo e nas minhas atitudes, no mínimo, RIDÍCULAS, e senti aquela velha dor e companheira no coração. É dor real mesmo, de quem errou feio... E sem querer.
É mais que óbvio - muito mais - que eu queria voltar no tempo e corrgir todos os meus erros, todos. Mas um em especial tem me tirado a vontade de viver. Acho que as pessoas, com razão, enxergam certo drama quando digo isso, mas é a pura realidade.
Da hora que acordo à hora que deito penso nisso. Fecho os olhos bem forte, resmungo, respiro profundamente, bato em minha testa, forço as madíbulas e estralo os dedos. Nada faz passar uma dezena de palavras que se revoltaram contra mim. Logo contra mim. Eu, que serei, se assim conseguir, uma profissional das palavras, uma encantadora de mentes, uma divulgadora de devaneios. Eu, que estava perto de algo, eu que sou doente, eu que merecia uma chance da sorte. Logo eu. Logo contra mim.
Mas tudo bem. O assunto era pra ter chego nas meninas e como amo estar perto delas, como as músicas que elas ouvem são terrivelmente ruins e engraçadas e como sinto falta de pessoas como a Fer de 2007 perto de mim, amando as tantas Lucianas que existem em mim acima de tudo, contra tudo e todos. Mas como toda palavra que pronuncio chega nesse assunto que não é pessoa mas é desecadeamento de uma cegueira amorosa, finalizo com um apelo: voltem a me amar todos os dias.
Eu REALMENTE estou ficando desconexa demais.
Devem ser as músicas sertanejas que a Fer ouve e eu me identifico com medo e pudor.
Acho que é sim.
Disse que merecia uma postagem.
1.7.09
O que falta
Ontem eu estava reclamando dessa dor no fígado sombria - que já passou mas ainda amarga minha boca - e minha mãe disse que o problema era o excesso.
Aí, daquele jeito desenfreado e doído que só Dona Vera sabe, ela começou a dizer meus excessos. Muito café, muita comida, muita internet, muita gordura, muita preguiça. E eu só: ''aham".
Minha vontade era olhar bem pra cara dos meus pais e da minha irmã e dizer: E minhas faltas?
E a falta de amigos que eu tenho? E a falta do prazer de viver? Falta-me motivo pra acordar, falta-me amor, falta-me utilidade verdadeira, falta-me graça nas coisas, falta-me vida.
Mas eu silenciei e, concordando, sei que os excessos - mesmo que mínimos perto da falta de tudo - estragam-me feito laranja podre esquecida na gaveta da geladeira.
Eu acho que às vezes eu sou mesmo uma laranja apodrecendo, mas dentro de uma cesta de vime. E eu nem vou entrar em detalhes do que - e como é - essa cesta. Chega de apostos por hoje.
Hoje faz um mês que eu passei do céu ao inferno, faz um mês que eu cheguei a crer que a vida poderia ser melhor e doce. Faz um mês que eu comecei a estragar tudo - TUDO MESMO - que me cerca.
E essa boca amarga vem pra me lembrar que eu sou o chacal.
É, não tenho nexo como antes.
Devem ser os excessos.
Ou as faltas.
Ou os apostos.
Aí, daquele jeito desenfreado e doído que só Dona Vera sabe, ela começou a dizer meus excessos. Muito café, muita comida, muita internet, muita gordura, muita preguiça. E eu só: ''aham".
Minha vontade era olhar bem pra cara dos meus pais e da minha irmã e dizer: E minhas faltas?
E a falta de amigos que eu tenho? E a falta do prazer de viver? Falta-me motivo pra acordar, falta-me amor, falta-me utilidade verdadeira, falta-me graça nas coisas, falta-me vida.
Mas eu silenciei e, concordando, sei que os excessos - mesmo que mínimos perto da falta de tudo - estragam-me feito laranja podre esquecida na gaveta da geladeira.
Eu acho que às vezes eu sou mesmo uma laranja apodrecendo, mas dentro de uma cesta de vime. E eu nem vou entrar em detalhes do que - e como é - essa cesta. Chega de apostos por hoje.
Hoje faz um mês que eu passei do céu ao inferno, faz um mês que eu cheguei a crer que a vida poderia ser melhor e doce. Faz um mês que eu comecei a estragar tudo - TUDO MESMO - que me cerca.
E essa boca amarga vem pra me lembrar que eu sou o chacal.
É, não tenho nexo como antes.
Devem ser os excessos.
Ou as faltas.
Ou os apostos.
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