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12.6.09

Dia dos Fracassados

E dos comerciantes.
Ok, sem esse reacionismo barato. Dia dos namorados.
Não era um dia triste pra mim, mesmo sendo hoje o terceiro do meu relacionamento imaginário. Eu nunca tinha ligado.
Esse papinho de ursinhos carinhosos "ai vou morrer de comer chocolate, quero um namorado, presentes e uma aliança da prata fina" nunca fez minha cabeça. Eu acho que vou além disso.
Tô abalada desde que acordei porque parei pra pensar naquele relacionamento que disse ali em cima. Nessa luta que tenho travado comigo e com várias pessoas há tanto tempo pra não ter um dia sequer enrolada nas cobertas, de pijama, vendo filme. Não que eu não tenha tido esse dia na casa da Nate. Mas eu queria outra versão desse combo, entende?
É claro que ninguém entende. Nem eu me entendo.
Ninguém nunca vai conseguir entender o que leva uma pessoa a se flagelar por tanto tempo... a se boicotar, machucar e humilhar por nada. Dá certa impressão de que eu gosto de ser otária assim.
Tenho virado um boneco de ventríloco do destino e isso não me agrada. Mas bonecos são de madeira e não conseguem articular. Eu super tô assim.

Mas chega de melancolia, não?
Feliz dia dos namorados pra vocês que tem alguém pra pegar na mão e ficar analisando as unhas. Eu não tenho.

Mas não namorem... amem! Lutem.

15.5.09

Samba do Infeliz

Nessa Estrada
Fria estrada
estreita, longa
e abandonada
Foi nessa estrada
que o meu amor deixei.
Nessa vida
Curta vida
seca, pacata
e sofrida
Foi nessa vida
que o meu coração eu abortei.
Nesse rumo
Errado rumo
torto, sombrio
e fora do prumo
Foi nesse rumo
que sem saber eu me guiei.
Nessa roda
Grande roda
mágica, alegre
e fora de moda
Foi nessa roda
que eu sambei.

2.4.09

Limites

Eu quero menos limites.
Menos limite pra falar, pra me expressar, pra gritar.
Quero menos limite pra ser, pra estar, pra ultrapassar, pra divulgar, pra botar o dedo na ferida.
Eu quero menos limite, menos problema, menos drama e muito menos padrão.
Quero menos limite pra agir, pra amar, pra experimentar, pra não gostar, pra defender, pra aprender, pra repousar.
Quero menos limite na vida, no amor, no ódio, na justiça, na sabedoria. Menos limite, mais contato, mais pele, mais cheiro, mais vida. Menos limite pra ser a gente, pra ser gente, pra estar contente.

Eu quero menos limites.

13.3.09

Prevejo

Um futuro pior do que o passado, bem pior.

E mais uma vez ver uma foto minha acaba com meu dia. Eu realmente queria que fossemos apenas idéias e cérebro, sem beleza ou qualquer artigo físico.

Quando não é só minha feiúra, minha baixa auto-estima, minha chatice, minha açucarice (?), vem problemas quase que irreversíveis do outro lado. Tão impossíveis.
Chega a doer sabe, chega a apertar.

Sabe o que peço? Pra que essas coisas se acabem, pra nunca mais amar nem a mim mesma. Toda vez que isso ocorre eu me quebro, machuco, auto-destruo. É um exercício pra depressão, sem exagero algum.

Até quando? Até quando.