Eu tenho medo, eu tenho muito medo.
Eu tenho medo da minha voz se calar logo agora, medo de regredir, medo de não conseguir.
Eu tenho medo de estar condenada, de estar fadada a um destino que não fui eu que fiz.
Eu tenho medo de que não saibam, que não percebam ou que esqueçam que eu sou capaz.
Eu tenho medo de só me restar o choro, o drama e o agouro, de não me sobrar a paz.
Eu tenho medo de ser um nada, de não saber que o sou e ficar enganada.
Eu tenho medo de não escrever nessas linhas tortas que sempre segui, eu tenho medo dos outros que a percorrem, eu tenho medo do fluxo que as coisas correm.
Eu tenho medo porque sou só, tenho medo porque não tenho sorte, tenho medo porque nessa rua escura não tem poste.
Eu tenho medo.
Mostrando postagens com marcador saudade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saudade. Mostrar todas as postagens
9.5.09
21.4.09
Vermelha
Vermelha demais pra suportar essa vida humilde
Jovem demais pra apenas sobreviver
Pequena e fosca como um diamante bruto
Elétrica e volátil, sem entender
Hoje o céu escarlate amanheceu desabando
Caindo sobre nós um choro doído
Hoje o céu se sentiu superior aos homens
Porque nas nuvens vai ter fogo crepitando
Ontem foi um belo dia em chão
As gotas amargas não estavam pelo colchão
Ontem a Terra tinha uma dona
Hoje somos apenas uma multidão
Amanhã não se sabe o que será
A manhã talvez não nascerá
Porque o sol desistiu de brilhar
Ele entrou na caverna e foi se banhar
Vermelha demais pra suportar essa vida humilde
Jovem demais pra apenas sobreviver
Pequena e fosca como um diamante bruto
Elétrica e volátil, sem entender
I really love you.
14.3.09
Droga
Droga de cérebro que só conclui coisa besta, droga de vida que chega em caminhos errados, droga de coração idiota, droga de amor, droga de paixão, droga de tempo, droga de saudade.
Luciana, perdidamente apaixonada por tudo que tem fora do alcance das mãos, braços, ombros. Enlouquecidamente desesperada por amor, por vida, por sanidade.
São tantos sentimentos e idéias para processar, eu realmente peço trégua! Levanto bandeira branca pra ficar no meu canto, melhor ser esquecida do que esquecer.
Ai ai, quantos ais! Meu peito tanto aperta quanto flagela, dá um nó na garganta que nem desce. Quantos deles, quantos!
Droga de pessoas amáveis, droga de borboletas estomacais, droga de sono, droga de Luciana.
Droga.
Luciana, perdidamente apaixonada por tudo que tem fora do alcance das mãos, braços, ombros. Enlouquecidamente desesperada por amor, por vida, por sanidade.
São tantos sentimentos e idéias para processar, eu realmente peço trégua! Levanto bandeira branca pra ficar no meu canto, melhor ser esquecida do que esquecer.
Ai ai, quantos ais! Meu peito tanto aperta quanto flagela, dá um nó na garganta que nem desce. Quantos deles, quantos!
Droga de pessoas amáveis, droga de borboletas estomacais, droga de sono, droga de Luciana.
Droga.
Assinar:
Postagens (Atom)